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Gaeco prende 13 acusados de cobrar para furar fila do SUS

Ação do MP resultou na prisão de um vereador de Bandeirantes e busca e apreensão na casa do presidente da Câmara de Siqueira Campos

Da Redação com Assessoria


O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MPPR) prendeu 13 pessoas na manhã desta segunda-feira, 10, que segundo o órgão, fraudava o sistema de atendimento do SUS (Sistema Único de Saúde). Entre os presos estão quatro médicos e dois funcionários do Hospital São Lucas, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. A Justiça havia expedido 12 mandados de prisão temporária. A décima terceira prisão foi em flagrante: um médico que estava com munição. Além das prisões temporárias, foram cumpridos 44 mandados de busca e apreensão expedidos pelo órgão especial do Tribunal de Justiça do Paraná.

No Norte Pioneiro, as ações resultaram na prisão do vereador José Carlos Martins, em Bandeirantes, e busca e apreensão na casa do presidente do Legislativo de Siqueira Campo, Marcos Adriano dos Reis.

A ação faz parte da Operação Mustela, que investiga agentes públicos e médicos, em organização criminosa que cobrava indevidamente de pacientes para furar a fila do Sistema Único de Saúde. Os valores cobrados dos variavam entre R$ 2 e R$ 8 mil, de acordo com o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti. “Não só imoral como contraria a lei, porque se nós criamos um sistema. Nós colocamos as pessoas em igualdade de condições. Então, o que deve ser atendido antes é aquele justificável pela emergência e não uma pessoa com a mesma emergência que outra ser passada pra trás na fila porque não paga a parte”, disse Batisti.

Os mandados de busca foram cumpridos em dez cidades (Curitiba, Campo Largo, Marechal Cândido Rondon, Almirante Tamandaré, Campina Grande do Sul, Telêmaco Borba, Bandeirantes, Campo Magro, Colombo e Siqueira Campos), atingindo o gabinete de um deputado estadual na Assembleia Legislativa, o diretório de um partido político, hospital e clínicas.

As investigações foram iniciadas há cerca de 18 meses na Promotoria de Justiça de Campo Largo.

O gabinete do deputado estadual Ademir Bier (PSD), na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), em Curitiba, está entre os alvos. O Gaeco chegou ao local por volta das 7 horas. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão no Hospital São Lucas, em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba.

Foram presos: César Augusto Cubis; Claudete Manfrin Nonato; José Carlos Martins, vereador em Bandeirantes; Lourival Aparecido Pavão, que foi assessor de Ratinho Junior (PSD) na Assembleia Legislativa; Luiz Geraldo Hablich; Paulo Roberto Mendes de Morais; José Carlos da Silva, assessor do deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB), segundo o Gaeco; Sônia Aparecida dos Santos; Flávia Lilian Gomes, secretária no Hospital São Lucas; Taiana do Carmo, funcionária do Hospital São Lucas; Bruno Novochadlo de Moura Jorge, médico do Hospital São Lucas; Marcel Sangeroti, médico do Hospital São Lucas; Ricardo Moro, médico do Hospital São Lucas; Volnei José Guareschi, médico e sócio do Hospital São Lucas.

A reportagem não conseguiu contato com os vereadores do Norte Pioneiro citados pelo Ministério Público nem com os seus respectivos advogados.

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