Agronegócios

PRAGAS E DOENÇAS: Controle biológico ganha espaço em lavouras do País

Da Assessoria


Agricultores brasileiros estão utilizando mais defensivos biológicos para combater pragas
Foto: Divulgação

Agricultores brasileiros estão utilizando mais defensivos biológicos para combater pragas, evitando que elas se tornem resistentes a agroquímicos feitos para eliminá-las. Tais produtos, à base de bactérias, fungos, vírus, insetos ou ácaros, inimigos naturais das pragas nas lavouras, foram aplicados em 10 milhões de hectares no ano passado.

A estimativa é de que em 2018 a área seja 25% maior, superando 12,5 milhões de hectares, diz a diretora executiva da Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico (ABC Bio), Amália Piazentim Borsari. Se confirmada a projeção, mais de 20% das lavouras brasileiras, que ocuparam 61,7 milhões de hectares na safra 2017/2018, terão utilizado o insumo natural.

A receita do setor avança em ritmo semelhante. No ano passado, fechou em R$ 528 milhões. Desde que o segmento foi regulamentado, em 2006, 79 empresas ingressaram nesse mercado e a quantidade de produtos registrados chegou a 200, destinados a 86 “alvos” – 8% do total de pragas e doenças conhecidas.

Só o começo

Grandes companhias de defensivos têm interesse em conter a resistência das pragas aos agroquímicos, pois sabem que a alternância com o uso de produtos biológicos contribui para a eficácia mais prolongada dos seus produtos.

Das associadas da ABC Bio, metade são multinacionais, segundo Amália. Nos próximos anos, o mercado vai continuar aquecido. Do faturamento global de US$ 2,5 bilhões em 2016, somente 13% vieram da América Latina – 30% da Europa; 27% da América do Norte e outros 27% da Ásia. Até 2021, a receita na região deve aumentar 40%, aponta estudo da consultoria Informa. No Brasil, sojicultores devem liderar a demanda. Hoje, eles aplicam biodefensivos em no máximo 20% da área.

Deixe um Comentário