DestaquesPolítica

Lula condiciona participação em debate da Globo à abertura de sigilos de Flávio Bolsonaro

Presidente autorizou a abertura dos próprios sigilos e desafiou o adversário a fazer o mesmo antes do encontro marcado para sexta-feira (23)

Lula desafia Flávio a abrir sigilos e diz que sua participação no debate depende disso. Foto: Vittor Sales; Ricardo Stuckert

Da Redação, com informações da Banda B

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta terça-feira (20), que sua participação no debate presidencial da TV Globo, marcado para sexta-feira (23), depende de o senador Flávio Bolsonaro (PL) autorizar a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico.

A declaração foi feita durante um ato de campanha em Juazeiro, na Bahia. Em discurso, Lula condicionou sua presença no encontro à apresentação de um documento que autorize o acesso às informações financeiras e telefônicas do adversário.

“Se ele apresentar um documento autorizando a quebrar o sigilo, vai ter debate, porque senão ele não pode ir ao debate, porque o presidente da República não pode debater com ladrão”, declarou o presidente.

Na segunda-feira (19), a campanha de Lula protocolou junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um documento autorizando a abertura dos sigilos do presidente e de familiares, desde que Flávio Bolsonaro aceite fazer o mesmo. Segundo a equipe petista, a autorização abrange os últimos oito anos e inclui a primeira-dama, Janja Lula da Silva, e os cinco filhos do presidente, entre eles Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

Lula já havia feito o desafio durante o debate promovido pela TV Band, no domingo (18). Na ocasião, Flávio Bolsonaro não confirmou se aceitaria a proposta.

Marçal afirma que Flávio aceita o desafio

Também nesta terça-feira, o influenciador Pablo Marçal afirmou que pretende conversar com Flávio Bolsonaro para que o senador autorize a abertura de seus dados bancários e telefônicos.

Marçal declarou que a iniciativa também deveria incluir informações sobre gastos do governo federal, como despesas com cartões corporativos e registros de visitas ao Palácio do Planalto.

“Eu topo abrir (o sigilo) das minhas empresas e mais de 500 mil linhas também se ele (Lula) quebrar o sigilo de 100 anos das visitas de todo mundo que visitou o Palácio do Planalto, se ele abrir dos 7 bilhões do cartão corporativo. (…) Nós aceitamos o desafio. Eu falo pelo Flávio: ‘abra o sigilo’”, afirmou.

A expectativa é pela manifestação de Flávio Bolsonaro sobre a proposta e pela confirmação da participação dos candidatos no debate da TV Globo.

Botão Voltar ao topo