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Conta de luz fica mais cara no Paraná para clientesda Copel a partir de hoje, 24

ECONOMIA

Aumento para consumidores residenciais será de 20%. Consumidores de baixa e de alta tensão terão reajustes diferentes.

Talão de conta de luz Copel — Foto: Guilherme Pupo

Por Millena Sartori, g1 PR e RPC

A conta de luz vai ficar mais cara no Paraná a partir desta quarta-feira (24). O aumento é válido para as clientes da Companhia Paranaense de Energia (Copel) e foi aprovado nesta terça (23) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A Agência explica que, para consumidores residenciais, o reajuste médio é de 20%. Para os consumidores cativos de baixa tensão (pequenos comércios, iluminação pública, pequenas propriedades rurais, entre outros), 19,85%, e para os de alta tensão (grandes empresas, hospitais, shoppings, indústrias, etc), 21,87%.

Com isso, o efeito médio para o consumidor foi calculado em 20,51%, dependendo do consumo.

“Entre os fatores que mais impactaram os índices propostos estão os custos com transmissão e compra de energia, além dos encargos setoriais e componentes financeiros apurados no processo tarifário anterior. O tema foi debatido com a sociedade por meio de audiência pública em Curitiba (PR), em 24 de abril, e foi pauta da Consulta Pública nº 005/26”, afirma a Aneel.

Copel 

Em nota, a Copel destacou que o reajuste da tarifa é definido pela Aneel e disse que o cliente paranaense pagará, em média, em torno de R$ 0,76 por kilowatt (kW) em residências.

Segundo a companhia, o maior impacto no reajuste é o custo do subsídio à geração distribuída (GD) através de placas fotovoltaicas.

“Do total, 16% correspondem ao impacto causado pela GD, que é paga por todos os consumidores, inclusive quem não possui sistema próprio de geração. Esse benefício aos usuários de geração solar está incluído na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), custeada por todos os consumidores de energia elétrica. A conta, que financia políticas públicas e subsídios, é uma das principais responsáveis pelos custos sobre as tarifas. Os incentivos subsidiam a geração distribuída, que engloba sistemas solares instalados em residências, comércios e indústrias. O impacto não ocorre apenas no Paraná, mas em todo o País”.

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