Diretor Cláudio Bitencourt critica condições do ginásio, relata equipe desfalcada e avalia empate fora de casa

Redação Portal Tá No Site
A Platinense CRZEnge empatou em 1 a 1 com o Seleto Maringá, em partida válida pela Série Bronze do Campeonato Paranaense de Futsal, disputada no sábado (23), em Maringá. Além da análise técnica do confronto, o diretor da equipe, Cláudio Bitencourt, fez duras críticas à estrutura encontrada no local da partida e comentou as dificuldades enfrentadas pelo time.
Segundo Bitencourt, a delegação viajou com desfalques importantes.
Platinense entrou em quadra desfalcada
De acordo com o diretor, a equipe saiu de Santo Antônio da Platina por volta das 13h e teve uma viagem tranquila, mas chegou ao confronto com limitações no elenco.
“Fomos bem desfalcados, com cinco atletas em desfalque. Algumas peças importantes ficaram fora, mas conseguimos manter tudo sob controle”, afirmou.
Diretor critica estrutura encontrada em Maringá
Um dos principais pontos destacados por Cláudio Bitencourt foi a condição do ginásio onde ocorreu a partida. O dirigente disse ter se decepcionado com a estrutura apresentada.
Segundo ele, a expectativa era encontrar um espaço em melhores condições por se tratar de uma cidade de grande porte e por Maringá possuir o tradicional Ginásio Chico Neto, palco de competições nacionais.
“A gente imagina encontrar uma estrutura organizada, limpa, esperando as equipes, mas não foi isso que vimos. Encontramos um ginásio depreciado, sujo, com vazamentos nos vestiários e estrutura muito fraca”, declarou.
O diretor também mencionou a baixa presença de público e ausência de serviços básicos no local.
“Não tinha sequer alguém vendendo água no ginásio. Isso acaba desmotivando quem trabalha e investe no futsal”, completou.
Quadra foi alvo de reclamações
Bitencourt ainda reclamou das condições da quadra, que teria recebido uma substância utilizada após um jogo de handebol realizado anteriormente.
Segundo ele, o piso ficou excessivamente aderente, dificultando a movimentação e aumentando o risco de lesões.
“A bola não rodava, prendia o pé e deixava o jogo pesado. Tivemos atletas correndo risco de lesão, como o Tarzan, que acabou se machucando, e o David, que precisou de observação”, relatou.
Platinense cria mais, mas para em goleiro adversário
Apesar das dificuldades apontadas, o dirigente avaliou que a Platinense teve desempenho superior em boa parte do confronto.
Maringá abriu o placar em jogada com goleiro-linha, estratégia explorada por atletas experientes da equipe adversária. A resposta da Platinense veio ainda na primeira etapa.
Em uma jogada construída por Sagui, Cisco recebeu assistência e marcou o gol de empate.
Bitencourt destacou a atuação do goleiro Jason, do Maringá, como fator decisivo no resultado.
“Ele fez pelo menos cinco defesas claras e ainda pegou um tiro livre no segundo tempo”, avaliou.
Reclamações sobre arbitragem marcaram reta final
Segundo o diretor, a Platinense voltou melhor após o intervalo, criou oportunidades e obrigou o adversário a recorrer às faltas para conter o ataque.
O time de Maringá teria atingido rapidamente o limite de infrações, gerando tiro livre para a equipe visitante, mas Guilherme desperdiçou a cobrança.
Bitencourt também reclamou de um lance envolvendo David nos minutos finais.
“O David fez uma grande jogada e sofreu uma falta que seria a sétima deles, mas a arbitragem não marcou. Foi uma arbitragem um pouco confusa”, afirmou.
Mesmo com o empate, a avaliação da diretoria é de que a Platinense demonstrou competitividade fora de casa, apesar dos desfalques e das dificuldades relatadas.



