
O Ministério da Saúde aponta que nos últimos 10 anos o número de acidentes com escorpiões aumentou 149,3% em todo o Brasil. De um ano para o outro, considerando 2024 para 2025, o crescimento foi de 10%, passando de 203.333 acidentes para 224.300, respectivamente. O número de mortes mais que dobrou, passando de 126 óbitos em 2024 para 262 em 2025.
Em um recorte regional, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), somente em 2025, o Paraná contabilizou 8.117 ocorrências, um aumento de 24,4% em relação a 2024, que registrou 6.523 casos. Já em janeiro de 2025 houve redução de cerca de 19% em comparação ao ano anterior – de 707 notificações para 571. Apesar das oscilações, o Estado mantém acompanhamento contínuo das notificações e as ações junto aos municípios. Ano passado o Paraná registrou ainda três óbitos.
A Sesa informa que mantém um trabalho de vigilância ativa de escorpiões e registrou o envio de mais de 22 mil desses animais para identificação taxonômica. As ações são realizadas pelas vigilâncias em saúde municipais, com apoio das regionais de saúde. Há também demanda espontânea de moradores que solicitam ou capturam animais e levam até a vigilância, além de pacientes que levam os animais causadores de acidente até os serviços de saúde.
A especialista Amanda Quadros, coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Unopar, explica que o Paraná possui várias espécies de escorpiões nativos, as principais são os escorpiões marrom (Tityus bahiensis, Tityus costatus, Ananteris sp), e os de cor preta, principalmente do gênero Bothriurus,, e o amarelo, ou Tityus serrulatus, espécie exótica e que apresenta maior perigo.
“É uma espécie de alta capacidade de adaptação a ambientes alterados, como os ambientes domiciliares. De coloração amarela predominante no corpo, pode atingir até 6,5 cm de tamanho total de corpo quando adulto. Tem reprodução por partenogênese, ou seja, não existem machos, somente fêmeas que geram seus filhotes sem necessidade de fecundação cruzada”, destaca.
Segundo Amanda, o escorpião amarelo se abriga sob madeiras velhas, lenha, telhas, tijolos, restos de construção, entulhos e principalmente frestas em calçadas, muros, paredes. A docente ressalta, que os sintomas da picada de escorpião podem variar de acordo com a quantidade de veneno injetada.
“A gravidade do envenenamento geralmente se manifesta nas primeiras duas horas após a picada. Nos casos moderados e graves há, frequentemente, inúmeros episódios de vômitos, sinal premonitório de gravidade, e manifestações, como alteração da pressão arterial e manifestações cardíacas”, explica.
Sintomas mais comuns:
Dor local intensa, que pode irradiar para outras partes do corpo;
Vermelhidão e inchaço na área da picada;
Sensação de formigamento;
Suor e salivação excessiva;
Agitação;
Movimentos anormais da cabeça, pescoço e olhos;
Náuseas e vômitos.
Sintomas mais graves:
Dificuldade para respirar;
Alterações na pressão arterial;
Espasmos musculares principalmente em crianças;
Outros sintomas que podem surgir;
Agitação psicomotora alternando com prostração;
Convulsões;
Insuficiência cardíaca;
Coma e choque.
De acordo com Amanda, pessoas em grupos de risco, como crianças, idosos, indivíduos com doenças cardíacas ou respiratórias, e pessoas alérgicas, são mais vulneráveis a complicações graves. As maiores vítimas de morte por picadas de escorpião são crianças com idade inferior a 10 anos, segundo dados do Ministério da Saúde.
“Por possuírem um sistema imunológico ainda em desenvolvimento, os pequenos se tornam mais suscetíveis aos efeitos do veneno do aracnídeo. Além disso, normalmente, as crianças podem brincar em locais onde os animais podem se esconder, como embaixo de móveis, caixas e outros objetos. Por isso, em caso de acidente é essencial buscar atendimento médico o mais rápido possível”, alerta a especialista.
Para Amanda, por conta da recorrência desses casos em Santa Catarina, adotar algumas medidas preventivas é essencial.
Confira algumas dicas:
Limpeza e organização: mantenha sua casa e quintal limpos e organizados. Escorpiões se escondem em entulhos, pilhas de madeira, roupas sujas e bagunça;
Vedação: certifique-se de que portas e janelas tenham telas em boas condições e de que não haja frestas ou buracos por onde escorpiões possam entrar;
Uso de repelentes: aplique repelentes de escorpiões em áreas onde eles possam se esconder, como rodapés e ralos, além de vedá-los;
Calçados e roupas: use sapatos e roupas adequadas ao caminhar em áreas onde escorpiões possam estar presentes. Antes de usar qualquer sapato, certifique-se de que ele não seja esconderijo de escorpiões. Afaste do contato com o chão, cobertas e lençóis, pois o mesmo pode subir na cama.
O que fazer caso seja picado:
Leve a vítima imediatamente a um hospital ou posto de saúde. Os médicos podem administrar tratamento específico, como soro antiescorpiônico, se necessário;
Lave a área da picada com água e sabão suavemente;
Mantenha a pessoa calma e imobilize a área afetada, se possível;
Não tente cortar a área da picada ou sugar o veneno, pois isso pode piorar a situação;
Aplique compressas frias na área da picada para aliviar a dor e reduzir o inchaço;
Se a picada for em uma extremidade, eleve-a levemente para ajudar a reduzir o inchaço.
Em caso de acidente, a orientação é procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima. Não é recomendado realizar procedimentos caseiros. Sempre que possível levar o animal envolvido no acidente ou fotografar para auxiliar na identificação.
Para tirar dúvidas e pedir orientações, o contato pode ser feito pelos seguintes telefones:
CIATox Paraná: 08000 410148
CIATox Londrina: (43) 3371-2244
CIATox Maringá: (44) 3011-9127
CIATox Cascavel: (45) 3321-5261
Sobre a Unopar – Com mais de 53 anos de tradição no ensino presencial em Londrina e pioneirismo no ensino a distância, a Unopar oferece 25 cursos de graduação presenciais, 44 semipresenciais e 101 na modalidade a distância, além de cursos técnicos, profissionalizantes e pós-graduação lato e stricto sensu, com 90% do portfólio avaliado com conceitos de excelência pelo MEC. Presente em mais de 20 estados e pertencente à Cogna Educação, maior grupo educacional do país, a instituição mantém o compromisso de remover barreiras geográficas, financeiras e sociais, aproximando um ensino de qualidade da vida real dos estudantes. Inovadora e conectada ao mercado, também estimula serviços sociais à comunidade, por meio de Clínicas-Escola e Núcleos de Práticas Jurídicas. Visite: site
Assessoria de imprensa
Deiwerson Damasceno e Carolina Pinho



