O Paraná tinha R$ 10,5 bilhões de caixa livre para ser utilizado em janeiro de 2026. O desempenho paranaense supera grandes entes com economias maiores, como São Paulo, que aparece em segundo lugar com R$ 5,9 bilhões, Paraíba, com R$ 4 bilhões, e Santa Catarina, com R$ 3,9 bilhões.

AEN
O Paraná é destaque nacional de solvência fiscal e está entre poucos estados do Brasil que têm mais dinheiro em caixa do que dívidas, segundo levantamento da Secretaria de Estado da Fazenda divulgado nesta quinta-feira (19).
O principal destaque é a disponibilidade de caixa líquido, sem vinculações em despesas. Neste indicador, o Paraná tinha R$ 10,5 bilhões de caixa livre para ser utilizado em janeiro de 2026. O desempenho paranaense supera grandes entes com economias maiores, como São Paulo, que aparece em segundo lugar com R$ 5,9 bilhões, Paraíba, com R$ 4 bilhões, e Santa Catarina, com R$ 3,9 bilhões.
Com essa margem o Paraná tem conseguido ampliar os investimentos. O Estado reuniu o maior volume de investimentos para um mês de janeiro de toda a sua história em 2026. Foram mais de R$ 776 milhões empenhados já no primeiro mês do ano, valor 181% maior do que o recorde anterior, registrado em 2025, quando o Estado destinou R$ 276 milhões para este fim. Em comparação com 2019 (R$ 32 milhões), o aumento é superior a 24 vezes.
O Governo do Paraná também encerrou 2025 com R$ 7,18 bilhões em investimentos empenhados, o maior valor já registrado na história do Estado. O montante superou o desempenho de 2024 (R$ 6,41 bilhões) e representa mais que o dobro do volume registrado em 2018, que foi de R$ 3,2 bilhões.
DÍVIDA NEGATIVA – O relatório aponta outro dado importante. Além da liderança nacional em disponibilidade total de caixa, o Paraná tem a 3ª menor dívida consolidada líquida do País, com um saldo de R$ 3,5 bilhões negativo. Apenas o Espírito Santo (-R$ 14,7 bilhões) e o Mato Grosso (-R$ 5,6 bilhões) possuem dívidas menores, mas têm disponibilidade de caixa menores que o Paraná. Isso quer dizer que o Paraná pode quitar todas as dívidas, mesmo herdadas, e ainda sobrariam R$ 3,5 bilhões.
Esse é um dos motivos que fez com que o Paraná não aderisse ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), do governo federal. Apenas cinco estados não entraram no programa. O Estado do Paraná tem Receita Corrente Líquida superior a R$ 71 bilhões.
Para o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, a saúde financeira do Paraná é medida pela sua capacidade de honrar seus compromissos. “Hoje, o Estado ostenta a nota máxima (Capag A+) pela responsabilidade fiscal imposta nos últimos anos e tem dinheiro em caixa mesmo com a redução de 45% no IPVA para 2026. Esse bom desempenho da receita financeira é reflexo da qualidade da gestão do caixa estadual, com ganhos de eficiência na aplicação dos recursos públicos, dos juros elevados e do crescimento da atividade econômica”, afirma.
Esse resultado é fruto de enxugamento da máquina. No último ano, o Governo do Estado anunciou um corte de gastos não essenciais. Foram feitos ajustes para reduzir viagens e despesas do dia a dia na busca pela manutenção do equilíbrio fiscal.
EFEITOS PRÁTICOS – A soma desses fatores se converte em mais recursos para o caixa do Estado, ampliando a capacidade do Paraná de honrar compromissos, preservar o equilíbrio das contas públicas e criar espaço fiscal para investimentos e políticas públicas sem recorrer ao aumento da tributação.
O Governo do Estado mantém projetos bilionários em andamento, principalmente de desenvolvimento urbano, como o Asfalto Novo, Vida Nova, que vai pavimentar todas as áreas urbanas das 399 cidades, e programa de pavimentação sobre pedras poliédricas, e o Ilumina Paraná, cuja objetivo é implementar 100% de iluminação com LED. O Estado também tem o maior programa de pavimentação e duplicação de rodovias de concreto, com quase 800 quilômetros, e de habitação, com mais de 130 mil famílias atendidas, principalmente na modalidade Valor de Entrada.
Em paralelo, o Estado criou um Fundo Estratégico voltado à gestão fiscal, sustentabilidade, enfrentamento de desastres e investimentos a longo prazo. Com isso, o Estado passa a contar com uma peça importante para o desenvolvimento econômico paranaense para os próximos anos. Ele será dividido em três reservas, cada uma com finalidades e regras próprias.



