

Assessoria
A Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR), por meio do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), neste mês de janeiro, realiza a entrega da primeira remessa centralizada de alimentação escolar para a rede estadual de ensino que iniciará as aulas no dia 5 de fevereiro.
Nesta primeira etapa de entregas, que se estende até o início de fevereiro, serão distribuídas mais de 4,6 mil toneladas de itens classificados como secos: arroz parboilizado, arroz polido, feijão carioca, feijão preto, açúcar cristal, açúcar demerara, biscoitos (seis tipos), cereal de milho, fubá, doce de leite, manteiga, barra de frutas, chá mate, água de coco integral, banha de porco para os colégios indígenas e quilombolas, entre outros.
O investimento total desta remessa é de aproximadamente R$ 46,1 milhões, aproximadamente 5% a mais do que a primeira do ano passado, o que possibilitará a preparação de quase 1,5 milhão de refeições por dia para os mais de 1,2 milhão de alunos dos 2.088 colégios da rede estadual. Os gêneros serão utilizados no preparo das refeições e no cardápio do Mais Merenda – programa estadual instituído no segundo semestre de 2022 em toda a rede estadual, que acrescenta um lanche na entrada e outro na saída do turno.
“É muito importante o atendimento prestado pelo Fundepar e pela Seed-PR aos colégios da rede de ensino. As ações são realizadas sempre com foco no aluno, garantindo produtos de qualidade que atendam às necessidades dos estudantes, assegurando uma alimentação adequada, nutritiva e pautada na segurança alimentar”, afirmou a diretora-presidente do Fundepar, Eliane Teruel Carmona.
MAIS SEGURANÇA – Novidade importante que garante segurança ainda maior ao cardápio é a distribuição de arroz e feijão preto com a tecnologia ATM (atmosfera modificada) por meio da qual o ensacamento dos grãos é feito com gases inertes (nitrogênio e dióxido de carbono) e com pouco oxigênio. Essa condição interrompe a proliferação de microrganismos, eliminando possíveis insetos no armazenamento de grãos, sem recorrer ao uso de produtos químicos e sem causar danos à saúde dos alunos.
No Colégio Estadual Nossa Senhora da Salete, na capital, a novidade já chegou. A escola recebeu nesta primeira remessa 2,7 toneladas de alimentos que devem beneficiar cerca de 400 alunos (866 servimentos). Entre os grãos, estavam o arroz e o feijão ATM. “Essa tecnologia de conservação vai propiciar uma conservação por mais tempo, sem interferir na qualidade do produto do cozimento até o servimento, contribuindo para a alimentação escolar”, disse Tânia Baldão, diretora do colégio. Em seguida, comentou sobre a remessa de outra recente novidade no cardápio – o doce de leite, “os alunos gostam muito, era um pedido de muito tempo deles que agora o Fundepar está nos encaminhando.”
“A oferta de alimentos de qualidade na rede estadual é um compromisso do nosso Governo. Com essa tecnologia, estamos colocando a qualidade do alimento e a saúde dos alunos no centro da política pública”, destacou Roni Miranda, Secretário de Educação do Paraná.
A adoção da Atmosfera Modificada no ensacamento de arroz e feijão amplia a segurança alimentar ao preservar os grãos e impedir a proliferação de insetos. No caso do cereal, a ATM impede processos de oxidação que comprometem sabor, aroma e aparência, assegurando um alimento com padrão mais elevado de qualidade. Já no feijão, a tecnologia contribui para a preservação da integridade do grão, reduz perdas por infestação e mantém melhores condições de preparo, fator relevante na rotina das cozinhas escolares.
Um aspecto central é a segurança à saúde dos estudantes. A ATM não deixa resíduos químicos, não altera o valor nutricional e não apresenta riscos ao consumidor. Os gases utilizados são os mesmos presentes no ar atmosférico, o que torna o método seguro, amplamente reconhecido e adequado para alimentos destinados ao público infantil.
Ao possibilitar maior estabilidade durante o armazenamento, a tecnologia também fortalece o abastecimento contínuo das escolas, reduz desperdícios e contribui para a eficiência da política de alimentação escolar. O resultado é um alimento mais seguro, mais estável e de melhor qualidade chegando à mesa dos estudantes paranaenses.
TRABALHO CONTÍNUO – Para o ano letivo de 2026, estão previstas mais três remessas centralizadas (março, junho e setembro) que vão garantir uma alimentação saudável e de qualidade aos estudantes. Além disso, haverá também distribuição periódica de itens perecíveis (carnes congeladas, pães, ovos, frutas e itens da agricultura familiar), que será feita pelos fornecedores diretamente nas unidades escolares.
A remessa dos alimentos segue um processo de fluxo contínuo durante o ano. Para serem adquiridos, os itens passam por uma análise em relação à qualidade técnica e à embalagem, realizada pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), para verificar se estão dentro das especificações exigidas em edital.
Os gêneros secos são entregues pelos fornecedores na unidade armazenadora do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), no município de Pinhais. Os produtos são separados, pesados e acondicionados de acordo com o padrão de armazenagem e identificados por escolas, seguindo as guias de remessa emitidas pelo Fundepar, para então serem distribuídos.
Chegando os produtos nos colégios, eles são verificados quanto à qualidade e à quantidade, retirados das embalagens secundárias, higienizados, armazenados nas despensas e organizados pela validade para serem utilizados no preparo das refeições.