Gesto solidário de cabeleireiro para com os internos do Asilo

A cada 60 dias ele atende em torno de 50 idosos

Redação/Tribuna

Um simples ouvir o rádio e acompanhar o comunicador falando do Asilo São Francisco de Assis e de ajudas que são bem vindas pela sociedade, o Cabeleireiro Sebastian De La France, entrou em contato com o radialista Juninho Queiroz da Rádio Difusora Platinense (FM), de Santo Antônio da Platina, ainda em 2023, e numa conversa bastante produtiva, o profissional do salão que leva seu nome, também especialista em maquiagem, atendeu convite do radialista e passou a prestar um serviço voluntário, gratuito, na realidade, doa seu tempo para cortar o cabelo dos senhores e das senhoras que vivem no Asilo platinense.

Sebastian recordou que uns 25 anos atrás, aproximadamente, já fazia o serviço de corte de cabelo no Asilo, assim como em creches de Santo Antônio da Platina, nas administrações do Executivo dos ex-prefeitos Flávio Luiz Maiorky e José Ritti Filho. “Eu ia voluntariamente nas instituições públicas de atendimento como as creches, fazer este serviço e com muita satisfação e carinho”, disse.

Para Sebastian o Asilo “é um lugar onde há pessoas que muitas vezes são esquecidas pela família e acredito que nenhum de nós gostaria de um dia precisar ir lá. Diante desta realidade entendo que é uma forma de prestar algo para o próximo, um compromisso com Deus, para quem precisa e lá realmente precisam muito. E eu vou numa segunda-feira que é meu dia de descanso no salão e faço este gesto de doação, como meu empreendimento é pequeno, não posso fazer algo em dinheiro, mas doo o meu trabalho e realizo com muito carinho e gratidão e, ao sair de lá, sinto a missão cumprida com Deus”.

A presença do Cabeleireiro no Asilo é a cada 60 dias pelo menos, são duas manhãs inteiras em que atende quase 50 internos. “Eram 26 senhores e 27 senhoras, mas tivemos falecidos recentemente, então vou lá “fazer este trabalho e cuidar dos internos, chamo de minhas criancinhas, e essas pessoas idosas devem ser tratadas com muito carinho e lá precisa de nossa ajuda, da sociedade em geral”, destacou Sebastian.

A cada ida ao Asilo, uma sensação diferente toma conta do profissional de corte de cabelo e maquiador, porque ali, sente florar o amor de Deus e cada gesto de solidariedade por parte das religiosas que cuidam do local, assim como dos funcionários e a receptividade dos idosos impressiona. “A sensação cada vez que vou lá é de dever cumprido e enquanto eu tiver força e saúde eu vou estar fazendo este trabalho lá para as irmãs e junto aos internos. Eu vou em duas etapas, um dia faço o cabelo das senhoras e outro dia dos senhores e fico a manhã toda”.

Com relação à receptividade dos internos, Sebastian disse que “ficam muito alegres quando vou fazer o cabelo deles. Eu vejo a felicidade no rosto de cada um. Aproveito para pedir que as pessoas que acessam as nossas redes sociais que tenham a consciência de passar a frequentar um lugar onde a gente presta uma doação para as instituições. Nunca pensamos em só ganhar dinheiro, mas em colaborar com a nossa comunidade até onde podemos”.

O cabeleireiro Sebastian De La France está com seu salão à Rua Barão do Rio Branco, nº 250, defronte à Floricultura Vânia e atende pelos telefones: (43) 9.9977-6565 e (43) 9.9654-2914. Ele está na profissão desde 1987 e lá se vão 37 anos atuando no ramo de cabeleireiro e maquiador.

Sebastian chama a atenção não só para o serviço de apoio para os internos do Asilo, mais do que isso, o estar presente no local já ajuda muito. “Se cada um de nossa sociedade pudesse doar um pouquinho de seu tempo, uma meia hora lá, por exemplo, conversando com aqueles e aquelas queridos velhinhos, eles ficam muito felizes. Não se trata só de prestar serviços do que se sabe profissionalmente, mas fazer uma visita de vez em quando, e há familiares que chegam a ficar de seis a sete meses sem ir lá visita-los, outros com quem conversei dizem de nove meses ou até um ano sem receber visita de parentes”. E acrescentou o cabeleireiro: “É preciso ser olhado com outros olhos, do coração, a gente vê que tem muitas doações, mas tem bastante coisa a ser melhorada também no prédio. Começa pela entrada do Asilo, o asfalto até a igreja que não está legal. Precisamos abraçar esta causa com mais força”.

 

 

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