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Quando competir com gigantes exige mais do que tecnologia

Da redação

O mercado de transporte por aplicativo no Brasil é um dos mais competitivos do mundo.
Plataformas como Uber e 99 operam com estruturas bilionárias, capital internacional, subsídios cruzados e estratégias de preço que pequenos aplicativos regionais simplesmente não conseguem replicar.
Enquanto grandes plataformas podem sustentar prejuízos locais para ganhar mercado, aplicativos regionais precisam operar no equilíbrio real: preço justo para o passageiro, remuneração mínima viável para o motorista e sustentabilidade do sistema.
É uma concorrência tecnicamente desigual mas não necessariamente injusta quando se entende o papel de cada modelo.
O que pouca gente sabe sobre o custo real de uma corrida
Dados de mercado mostram que, em muitas cidades médias e pequenas, o valor pago por uma corrida de aplicativo é inferior ao custo mensal do transporte coletivo, especialmente quando considerado o uso diário.
Segundo operadores regionais, há situações em que o passageiro paga menos por uma corrida porta a porta do que pagaria em duas passagens de ônibus no mesmo trajeto.
Isso ocorre porque aplicativos locais operam com:

  • menor taxa de intermediação
  • menor custo estrutural
  • maior eficiência no conhecimento da cidade
  • ausência de subsídios artificiais que distorcem o preço no curto prazo
    Esse modelo não busca “queimar mercado”. Busca funcionar de verdade.
    Uma ideia antes da tecnologia existir
    Muito antes de o termo “aplicativo” fazer parte do cotidiano brasileiro, o empresário Valdecir Aparecido Mendes, vindo do ramo da publicidade, já enxergava no teletáxi uma possibilidade de integração entre motorista e passageiro por meio de tecnologia.
    Em 2007, a ideia já existia.
    O que não existia era infraestrutura digital acessível, smartphones populares ou recursos financeiros para transformar o conceito em produto.
    A visão veio antes do mercado.
    Somente em maio de 2014, com a chegada da Uber ao Brasil e, na sequência, de outras plataformas a tecnologia finalmente se tornou viável também para iniciativas regionais.
    Foi esse avanço que permitiu ao VAI VEM expandir sua atuação do táxi para os carros particulares, acompanhando a transformação do setor sem perder sua identidade local.
    O desafio real de um aplicativo regional
    Quando questionado sobre o maior desafio atual de manter o VAI VEM competitivo frente a gigantes globais, Valdecir é direto:
    “O desafio dos aplicativos regionais é oferecer qualidade e um preço justo para ambas as partes.
    O maior obstáculo são os preços praticados por aplicativos de destaque internacional, que muitas vezes não refletem a realidade local.”
    A afirmação toca em um ponto sensível do setor:
    preço baixo artificial pode parecer vantagem ao usuário no curto prazo, mas gera rotatividade de motoristas, queda de qualidade e instabilidade do serviço ao longo do tempo.
    Aplicativos regionais sobrevivem justamente por fazer o oposto:
    operar com margens reais, motoristas conhecidos, atendimento humano e compromisso com a cidade.
    Quando mobilidade também fortalece o comércio
    Além do transporte de passageiros, o VAI VEM ampliou sua atuação para o setor de entregas, criando uma ponte direta entre comércio local e consumidor final.
    Esse serviço:
  • reduz custos logísticos para pequenos empresários
  • acelera entregas em bairros afastados
  • mantém o dinheiro circulando dentro da própria cidade
    Não é apenas mobilidade urbana.
    É economia local em movimento.
    Mais do que um app, um sistema que pertence à cidade
    O que diferencia o VAI VEM não é escala global.
    É pertencimento.
    Pertencimento a Rolândia, à sua dinâmica, aos seus horários, às suas ruas e às pessoas que dependem diariamente de um transporte funcional, acessível e confiável.
    Em um mercado dominado por decisões tomadas a milhares de quilômetros de distância, iniciativas como essa mostram que ainda há espaço e necessidade para soluções criadas de dentro para fora.
    Porque quando o transporte funciona, o comércio gira, o trabalhador chega, a cidade respira.
    E isso não se constrói apenas com capital.
    Constrói-se com visão, persistência e compromisso real com o lugar onde se vive.
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