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Itaipu presta apoio a haitianos recém-chegados no Brasil

Fotos: William Brisida/Itaipu Binacional


Empresa forneceu ônibus para o transporte dos imigrantes em Foz do Iguaçu (PR)

A Itaipu Binacional forneceu apoio logístico a um grupo de 71 haitianos que desembarcaram na manhã desta quarta-feira (14) no aeroporto de Foz do Iguaçu (PR). Ônibus e vans foram disponibilizados pela empresa para transportar os imigrantes até a rodoviária, de onde saíram de ônibus para diferentes cidades do Brasil.

“Nosso País se fortalece quando acolhe com humanidade aqueles que chegam em busca de segurança e novas oportunidades”, afirmou o diretor-geral brasileiro em exercício e diretor jurídico da Itaipu Binacional, Luiz Fernando Delazari. “Receber os refugiados haitianos com respeito, empatia e compromisso é reafirmar nossos valores de solidariedade latino-americana, política de governo do Presidente Lula e com a qual a atual gestão da Itaipu tem completa sintonia. É um simples gesto de acolhida, para uma comunidade sofrida que busca melhores condições humanitárias de vida.”

Para Julien Roldy, presidente da Associação dos Migrantes, Indígenas e Refugiados de Foz do Iguaçu (AMIRF), o apoio da Itaipu nesse momento é fundamental. “A Itaipu investe nas pessoas, é parceira do desenvolvimento social e é sensacional que ela esteja mais presente junto aos imigrantes.”

Famílias
Todos os haitianos desembarcados nesta quarta-feira já têm familiares vivendo e trabalhando no Brasil, de acordo com Laurette Bernardin Louis, presidente da Associação para a Solidariedade dos Haitianos no Brasil (ASHBRA). “Há alguns meses uma portaria interministerial dos Ministérios da Justiça e das Relações Exteriores permitiu que pessoas que estão no Haiti com visto autorizado possam vir ao Brasil reencontrar seus familiares”, explicou. “Alguns estão longe de suas famílias há vários anos, e agora lhes foi possibilitada essa reunião familiar.”

É o caso do jovem Solanndy Pierre, de 17 anos, que viajará para Goiânia, no estado de Goiás, para reencontrar a mãe, que não vê há cinco anos. “Ficarei emocionado em reencontrar minha mãe. Quero terminar meus estudos, aprender a dirigir automóvel e depois fazer faculdade para ser médico”, disse.

Já Naomi Joseph vai reencontrar a irmã em Curitiba. “Estou feliz de estar aqui; viveremos melhor no Brasil, por causa da situação que atravessa nosso país. No Haiti eu trabalhava com Marketing e negócios. Sou competente nisso e aqui espero um dia trabalhar nessa área ou em outros tipos de trabalho”, revelou.

Samuel Derilus também se estabelecerá em Curitiba, na casa do irmão. “Quero trabalhar e juntar dinheiro para ajudar minha família. No Haiti eu dirigia táxi para sobreviver e aqui também gostaria de trabalhar como motorista”, disse.

Crise
O Haiti, país da América Central, vive uma crise humanitária, com registros de violência, violações de direitos humanos e pobreza extrema. O país foi assolado por um terremoto em 2010, quando o Brasil passou a conceder visto humanitário aos haitianos.

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