
Da redação
A proibição da abertura de mercados aos domingos voltou ao centro do debate público em diversas cidades brasileiras. A medida, adotada por meio de leis municipais, decisões judiciais ou acordos coletivos, tem gerado repercussão entre trabalhadores do setor, empresários e consumidores, evidenciando diferentes visões sobre o funcionamento do comércio e o direito ao descanso semanal.
Para entidades sindicais, o fechamento aos domingos representa uma conquista importante para os trabalhadores. Segundo os sindicatos, a rotina de funcionamento ininterrupto dos mercados compromete o convívio familiar e social dos funcionários, que muitas vezes não conseguem usufruir plenamente das folgas compensatórias. O domingo, tradicionalmente reservado ao descanso, é apontado como essencial para a saúde física e mental dos profissionais.
Já os empresários do setor supermercadista avaliam a proibição com preocupação. De acordo com representantes do comércio, o domingo está entre os dias de maior movimento, e a restrição pode provocar queda no faturamento, afetar investimentos e gerar impactos diretos na manutenção de empregos. Eles defendem que o funcionamento seja mantido com escalas de revezamento, respeitando a legislação trabalhista vigente.
A população também se divide diante da medida. Parte dos consumidores apoia o fechamento, compreendendo a importância do descanso para os trabalhadores. Outros, no entanto, afirmam que o domingo é o único dia disponível para realizar compras com mais calma, especialmente para famílias que trabalham em horário comercial ao longo da semana.
Especialistas lembram que a legislação brasileira garante o repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos, mas permite exceções conforme a atividade econômica e acordos firmados entre as partes. Por isso, a aplicação da proibição varia de acordo com a legislação local e decisões administrativas ou judiciais.
Enquanto o tema segue em discussão, a proibição da abertura de mercados aos domingos continua a mobilizar diferentes setores da sociedade, revelando um impasse entre a proteção aos direitos trabalhistas e as demandas econômicas e sociais do comércio moderno.



