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Produtores registram perda drástica nas lavouras de milho safrinha

Muito sol e pouca chuva

Em algumas regiões do Paraná a perda chegou a 100% segundo os agricultores

SOU AGRO

O vilão dessa história é o sol, que, embora seja essencial para o crescimento das plantas, se tornou o principal adversário devido ao calor intenso e à falta de chuvas. Essa combinação já afetou a soja e agora ameaça o milho, levando a uma situação crítica para os agricultores.

SOU AGRO – Fernanda Toigo

Os produtores rurais, que dedicaram tanto esforço às suas lavouras, agora se deparam com um cenário desolador: suas plantas estão morrendo. O vilão dessa história é o sol, que, embora seja essencial para o crescimento das plantas, se tornou o principal adversário devido ao calor intenso e à falta de chuvas. Essa combinação já afetou a soja e agora ameaça o milho, levando a uma situação crítica para os agricultores.

Redução drástica

Em Palotina, a expectativa inicial de colheita da safra de milho era de 7.200 quilos por hectare, mas esse número já caiu para 6.000. Em algumas propriedades, as perdas chegam a 100%. Edmílson Zabott, presidente do Sindicato Rural de Palotina, destaca que a safrinha de milho sofreu uma redução drástica em seu potencial produtivo, refletindo um período crítico que se estende por quatro anos de crises hídricas.

Seca reduz produção de milho safrinha em 20%

Eduardo Wammes, engenheiro agrônomo do IDR Paraná, também alerta para a gravidade da situação, com propriedades enfrentando perdas totais e aguardando os próximos dias para avaliar o que ainda pode ser colhido. Rogério Pedruzzi, um produtor rural com 24 anos de experiência, relata que a cada ano a situação se agrava. “Não chove. Chove na região, mas aqui não. Esperamos um pouquinho de umidade para tirar algo da lavoura”, lamenta.

Última chuva boa foi antes doNatal

As altas temperaturas, combinadas à escassez de chuvas, têm prejudicado o desenvolvimento do milho. A última precipitação significativa na propriedade de Rogério foi antes do Natal, e desde então, as chuvas têm sido escassas. Com oito alqueires plantados em 6 de fevereiro, as plantas não atingiram nem 60 centímetros de altura, quando deveriam estar com mais de dois metros e formando espigas. Para muitos produtores, a situação é tão crítica que o lucro parece uma miragem. Rogério, por exemplo, espera que, na melhor das hipóteses, consiga apenas cobrir suas despesas.

Além disso, o presidente do Sindicato confirma perdas na safra de soja 2024/2025, com a expectativa de colheita caindo de 170 sacas por alqueire para 145. Essa perda, somada ao baixo preço da soja, tem gerado dificuldades financeiras para os agricultores, que lutam para honrar seus compromissos com fornecedores de insumos. O milho, por sua vez, apresenta um quadro irregular e com perdas irreversíveis, deixando os produtores em uma situação alarmante.

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