UENP recebe Festival do Museu de Arte Contemporânea

Festival celebrou produções audiovisuais contemporâneas; mostra teve obra selecionada de artista jacarezinhense

 

Da Assessoria

A Universidade Estadual do Norte do Paraná recebeu, na quarta-feira, 10 de julho, o Festival de Audiovisualidades do Museu de Arte Contemporânea do Paraná (Mac-PR). O Festival celebra produções audiovisuais contemporâneas, com uma seleção de curtas-metragens, videoartes e experimentações. O evento, promovido pelo Museu de Arte e Cultura Popular do Norte do Paraná, aconteceu no Parque Universitário de Ciência, Cultura e Inovação da UENP, em Jacarezinho.

Associação

Organizado pela Associação de Amigos do Museu de Arte Contemporânea do Paraná (AAMAC), o Festival promove a produção e circulação de obras audiovisuais e busca enriquecer o acervo do Mac-Pr, oferecendo prêmio-aquisição aos vencedores das mostras competitivas. O Museu da UENP recebeu a mostra “Diversidade, Memória e Resistência”, que tem o propósito de destacar perspectivas sub-representadas no campo audiovisual, contribuindo para a conscientização e o diálogo sobre questões de raça, gênero e sexualidade.

 

Cultura

O diretor de Cultura da UENP, James Rios Oliveira Santos, partilhou sobre o sucesso do Festival. “Foi muito bonito ver que os alunos da Universidade estão tendo acesso às produções culturais de grande envergadura, de diferentes linguagens e abordagens, como foram as obras audiovisuais exibidas. Uma outra alegria foi ter uma emocionante obra do artista Tiago Angelo, nosso Assessor de Comunicação, selecionada”, destacou.

“Noutra perspectiva, é muito importante, para a UENP, estabelecer parcerias com instituições promotoras de cultura, como é o caso do Museu de Arte Contemporânea, que tem um peso significativo no fomento à Arte no Estado. Por isso, toda minha gratidão aos que contribuíram para que esteve evento ocorresse com tamanho êxito”, completou James.

Bate-papo

Além da mostra, o evento também trouxe um bate-papo com a curadora Aricia Machado, mestre em Cinema e Artes do Vídeo, pela Universidade Estadual do Paraná (Unespar) e em Ecologia e Evolução, pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). Aricia é artista multimídia, diretora de arte e pesquisadora das artes do vídeo.

“Fiquei muito feliz em exibir a Mostra na UENP e com a participação dos estudantes e professores! Acredito muito no audiovisual como um provocador envolvente de nossas maneiras de estar e se relacionar com o outro. O festival reúne pontos de vista que dificilmente vamos assistir e será veiculado no cinema mais hegemônico e que, muitas vezes, tem dificuldade de entrar nas galerias e museus e por isso ele é tão importante. Dar vazão a essas obras, fazê-las circular pelo estado, formar público e pluralizar esses olhares diversos, as vezes minorizados, é uma operação fundamental hoje em dia”, apontou Aricia.

Documentário

Durante a mostra, Tiago Angelo falou sobre o processo de criação do documentário e partilhou a felicidade pela seleção da obra para o Festival. “Foi uma grande alegria ter esse trabalho escolhido para compor o Festival do Mac. ‘Práticas de Cura, Memórias de uma Benzedeira’ é um curta tecido a partir da trajetória de vida da senhora Maria Aparecida, a dona Cida, de Jacarezinho. Tocante pela expressão da simplicidade, a obra, que foi gravada em 2020, busca valorizar a prática do benzimento, a religiosidade popular que está enraizada na nossa sociedade”.

O professor do graduação em Filosofia da UENP, Alexander Gonçalves, levou os alunos do curso para prestigiar o evento. “Quero parabenizar a organização pela iniciativa. O Festival está muito bonito. Agradeço à Proec pelo convite e pela oportunidade de trazer nossos alunos para assistir ao festival. É muito importante para a Universidade fomentar ações culturais como essa, em locais como este, lugares de cultura”, destacou.

Obras

As obras que compõem a mostra “Diversidade, Memória e Resistência” e foram exibidas no Museu são: “Práticas de Cura, Memórias de uma Benzedeira”, de Tiago Angelo; “Todos es de color”, de Francisco Mallmann; “A água que cai do céu, é absorvida pelo solo”, de Mari Queiroz; “Portais 3.1”, do Núcleo de Estudos e Criação Cênico-Visual; “Te Esqueci no Desague do Meu Peito”, de Júlia Sakemi; “Nós”, do Coletivo Duas Marias; “Normal a Ditar”, de David Jogia; “Carne sobre tela”, de Grazi Labrazca; “Perfeita”, de Maritza Muniz; e “Nhãndê kuery mã hi’ãn rivê hê’yn’(Não Somos apenas sombras)”, de Dino Menezes.

 

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