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Qual o sentido do Dia de Finados? Conheça a origem desta data dedicada aos mortos

Trata-se de uma liturgia católica que consiste em rezar pelos mortos e, além disso, manter viva a memória dos entes queridos que já se foram.

Por Sérgio Silva

Você já deve ter ido ou pelo menos ter visto alguém com flores e velas para levar no cemitério todo dia 2 de novembro. Esse ritual que ocorre todos os anos é chamado de Dia de Finados. Trata-se de uma liturgia católica que consiste em rezar pelos mortos e, além disso, manter viva a memória dos entes queridos que já se foram.

Muitas ramificações do Cristianismo não acreditam na possibilidade de rezar pelas almas, segundo a fé deles, não existe purgatório. Entretanto, a maioria dos católicos romanos e ortodoxos creem no poder da reza para os que já se foram. A data se tornou litúrgica, ou seja, faz parte dos rituais da igreja católica anualmente.

Quando surgiu o Dia de Finados

Historicamente, os primeiros Cristãos perseguidos já faziam preces pelos que eram mortos pelos imperadores romanos. Esses que morriam por se tornarem seguidores de Jesus Cristo eram chamados de mártires.

Desde esses primeiros seguidores do Cristianismo que já se fazia esse ato litúrgico. Porém, ele só se tornou oficial na igreja Romana em meados do ano de 998 quando o monge beneditino Odilo ou Odilon de Cluny. Foi neste ano, no dia 2 de outubro que ele convocou a todos os membros de sua abadia, da Ordem Beneditina, para rezarem pelas almas dos mortos.

Desde então, quase todos os países do ocidente realiza o ato litúrgico do dia de finados. Nos países de língua inglesa o dia de finados é chamado de “All Souls’ Day” que em tradução livre significa “Dia de Todas as Almas”.

Como é o Dia de Finados?

O dia inclui uma missa em favor das almas, visitas ao cemitério onde se acende velas, repõe flores e promove limpeza nos túmulos. Esta reza é específica, segundo a tradição, às almas que morreram sem salvação e estão sofrendo no purgatório.

Por outro lado, mesmo os que não possuem a mesma linha teológica de acreditarem que essas pessoas estão no purgatório e que a reza também não surte efeito para os mortos, ainda assim, fazem visitas ao cemitério numa espécie de homenagem às pessoas que morreram e ali estão sepultadas.

A principal base católica na bíblia para sustentar a fé de que as ações dos vivos interfere na vida dos mortos, encontra-se no livro apócrifo de 2 Macabeus 12:42-46. A maioria das igrejas reformadas e muitas ortodoxas, não consideram Macabeus como um livro inspirado e, por conta disso, desconhecem sua veracidade bíblica.

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